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ARTIGO – Dores de um atleta amador

Começo explicando a exclamação anterior: não sou atleta profissional nem detentor de títulos exclusivos, mas mesmo assim – apesar da idade – divido a afirmação buscando respostas do porque de minha resiliência ou do porque da falta dela…

Desculpe se não me apresentei desde o início, sou Maurício Pinzkoski instrutor de canicross (esporte de corrida com cachorro em que o cão vai à frente tracionando) e fundador da corrida e caminhada beneficente Vai Totó, além de jornalista, servidor público, pai, marido e…(e sempre tem um e…) atleta de 42 anos.

É, para alguns leitores pode parecer pouco ou mesmo questionável: o que esse desconhecido pretensiona esclarecer num artigo de jornal sobre dores no esporte? Explico pela segunda vez, afinal são tantas as perguntas que nós – você e eu – podemos nos perder: quero ajudar a ti e a mim, a entender nossas razões em busca da resiliência para seguir em frente.

Em fim, o fato é que desde fevereiro de 2017 venho sofrendo com uma pedra. É, uma pedra no meu caminho que eu pisei, num treino qualquer de corrida de atletismo, enquanto viajada com minha família a Foz do Iguaçú.

Mas o que tem de tão relevante essa pedra que me motiva escrever para um artigo de jornal? Tudo! E não é exagero. Ocorre que ela causou um estrago que só os mais íntimos sabem, um estrago que – acreditem – me fez titubear da minha fé – se vou voltar a correr como antes. Mas como era esse tal de antes? Era livre, contente e independente de títulos era sem dor. Principalmente reto, e sem dor.

Por conta desta pedrinha já fiz mais de trinta sessões de fisioterapia, aprendi novos alongamento e, mais importante de tudo, reconheci os limites da idade (mas ele só tem 42 anos?).

Justo eu que vivo afirmando que qualquer pessoa pode praticar esporte em qualquer idade.

Mantenho esse mantra, na esperança de que sempre as coisas passam. Foi assim no início, quando recomecei no esporte buscando uma saída para não entrar em depressão após a morte do meu pai.

Hoje, tenho amigos que seguem meu exemplo e que apesar de não saberem as dores do cotidiano; se espelham em meus treinos e resultados porque no fim das contas…não temos nada além da nossa própria fé e a certeza de que tudo passa.

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